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Importância Social

A cultura de sisal desenvolveu-se no Nordeste do Brasil, numa região semi-árida que apresenta um índice pluviométrico entre 600 e 800 mm, com precipitação irregular ao longo do ano.

Como o sisal necessita de uma precipitação pluvial mínima de 400 mm por ano, desenvolveu-se e adaptou-se bem nessa região, já que, por causa do baixo índice pluviométrico e da irregularidade com que ocorre a precipitação pluvial, são poucas as alternativas que a população dispõe para a agricultura.

Por essa razão, o sisal tem uma importância fundamental para toda a população da região produtora. São mais de 600 mil pessoas que vivem direta ou indiretamente da sua cultura e que não possuem outra alternativa de fonte de renda, senão a produção e comercialização da fibra de sisal.

Como o sistema de produção que prevalece é o minifúndio – propriedades entre 10 e 20 hectares – a riqueza oriunda da produção e comercialização do sisal beneficia milhares de pessoas no campo e nas cidades que estão inseridas na região produtora de sisal.

Portanto, o sisal constitui importante fonte de renda e emprego para milhares de pessoas, daí sua grande importância social.

Além de todos esses benefícios, como predomina o trabalho familiar, constitui importante agente de fixação do homem à região semi-árida nordestina, evitando, assim, a migração de grandes contingentes populacionais para as periferias das grandes cidades.

Outro benefício da cultura do sisal é que, como se trata de uma cultura ecológica, para a qual inexiste o uso de defensivos e de adubos químicos, tem condições de fornecer um produto “limpo” (sisal orgânico) isento de quaisquer resíduos químicos.